domingo, 30 de junho de 2013

1 parte de uma história de amor

"Resolvi me balançar um pouco, gosto da sensação de liberdade, do ar que bate em meus cabelos e faz com que eu sinta que posso voar. Sei que está tudo chegando ao fim, mas queria que acabasse diferente. Estou aqui, no mesmo lugar que estava a anos atrás. As coisas não mudam. A monotonia toma conta de mim." E ela se balançava como se em algum momento pudesse ter asas e mudar tudo. Lembrava de sua infância quando achava que fadas existiam. Por um certo momento ela acreditou em contos... Mas depois se deparou com a realidade da vida, dura, fria e monótona. clarisse já havia se entregado.Ela se entregou ao fim, não via mais esperanças. sabia que logo morreria... Mas logo dura quanto tempo ? se questionava a garota. Numa manhã de outono, enquanto caiam folhas, clarisse se dirigia até a árvore, seca com algumas folhas amarelas prestes a cair, onde ficava seu velho balanço feito com um pneu da caminhonete de seu pai. Acreditava que nada de novo aconteceria, até então desde quando se balançar ali tinha se tornado rotina, nada de novo acontecera naquele lugar. "cansada dessa mesma vida eu fui a procura de adrenalina. Tomei coragem para sair daquele balanço e fui procurar o que há atrás das montanhas. Tinha até me esquecido quão lindo fica aqui no outono. As folhas ao chão e o clima agradável. Mas algo ali foi o que mais me chamou a atenção, o garoto de pele morena, cabelos pretos e lisos com algumas ondulações nas pontas, seus olhos castanhos continham um mistério.
Algo que nao poderia ser definido por palavras. Por mais que eu tentei disfarçar acho que ele tinha percebido como eu olhava fixo pra ele. Já estava na hora de viver algo novo. e ali estava uma boa oportunidade de correr perigo. Afinal eu nem sabia quem ele era. Até que algo estranho aconteceu, aquele garoto se aproximava de mim. Comecei a sentir que naquela hora seria o fim, era como se meu coração apertasse com alguns intervalos de segundos. Minhas mãos tremiam, fiquei somente a espera da luz, não é assim que dizem que é a morte ? Eu me afogava nos meus pensamentos, fui para um mundo completamente paralelo. Só cai em si quando ouvi aquele pedaço de mal caminho me perguntando onde era a Vila das rosetas. Fiquei totalmente desconcertada, o que eu diria a ele, como diria, no meio de tantas formas achei melhor dizer do jeito mais simples. - aah, é bem aqui perto. Siga em frente até o fim da avenida e vire a direita. Assim já estará lá." Clarisse sentia fortemente a vontade de saber um pouco sobre aquele menino, nem que fosse somente seu nome. Ela mal sabia que a partir dalí sua vida mudaria, na verdade já estava mudando... - obrigado - disse ele com um timbre baixo e calmo." Olhei pra ele com um olhar alto, e um sorriso sem graça. Confesso que naquele momento devo ter ficado com as bochechas coradas. O garoto subiu em sua moto e seguiu seu caminho. Nem sei porque mas quando o vi acelerando sua moto eu sentia como se parte de mim estivesse indo embora. Como explicar isso a mim mesmo ? Nunca o tinha visto e já me sentia parte dele. Até em casa me questionei. Naquele sábado mesmo se fosse meu fim estaria feliz. Mas ficaria mais feliz ainda se eu pudesse o conhecer melhor antes de ir..." Terça feira enquanto clarisse estava esperando sua vez na fila da cantina do colégio, como coincidência ou força do destino ela ve um garoto sentado só, em uma das mesas perto da varanda.
Aquele seria o cara que conhecera na tarde de sábado? A menina resolveu se aproximar. Não tinha nada a perder, aliás, ninguém a fazia companhia ali a um bom tempo. - oi, posso me sentar aqui? - diz clarisse tentando esconder sua vergonha atrás de seus olhos verdes. " Ele me respondeu que sim, era notável seu jeito fechado e sua personalidade forte. Ficamos em silêncio por alguns segundos. Ele estava na dele, e eu me corroendo por dentro. Eu precisava dizer alguma coisa. Então pensei em perguntar se ele era novo por aqui. - sim- disse ele, depois complementou que sua família havia vindo para cá por causa dos negócios. Suas respostas eram curtas e diretas. Senti até que estava conversando sozinha. Mas resolvi fazer outra pergunta... - posso saber seu nome ? - renato e o seu ? - clarisse- respondi. - prazer em conhecê-la clarisse, agora preciso ir. Minha aula de filosofia começa em cinco minutos. - e então ele se foi. " Os dias iam se passando e Renato começava a observar clarisse, desde que chegou não tinha achado uma pessoa tao simpática como clarisse tinha sido com ele. A garota não conseguia tirá-lo de sua cabeça, algo naqueles olhos e no sorriso discreto a prendiam a ele. Clarisse em seu balanço, pensava em renato. E renato em seus sonhos mais ocultos lembrava de um olhar esverdeado. Num dia comum de aula Renato resolveu chamar a garota para dar uma volta. "Eu não pude acreditar naquilo, era quase como um sonho. O garoto que eu gostava estava na minha frente me chamando para sair. Achei que o destino estava sendo legal comigo, me fazendo descobrir o bom da vida antes da morte." No dia programado clarisse arrumou seus cabelos, pintou suas unhas, um hábito que ela não tinha, mas para aquele dia seria muito bem vindo. Clarisse era uma linda garota, cabelos pretos e lisos, brilhavam como as estrelas da noite, seus olhos verdes e sua pele branca... Renato fora buscar a menina em casa. A cumprimentou com um beijo em sua mão. Renato era um cavalheiro.

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